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23/10/2015
nutricionista realiza diálogo com pais sobre alimentação saudável

Na última terça-feira (23), a nutricionista Ana Carolina Rodrigues Alves esteve na Escola Crescimento unidade Calhau, onde participou de um diálogo com pais e responsáveis por alunos sobre alimentação saudável na infância. Ana Carolina é coordenadora da Liga Acadêmica de Diabetes e Obesidade da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Neste quarto encontro promovido pelo projeto Coletivo Formativo em 2015, o tema foi alimentação saudável.

 

 

 

Na ocasião, foi debatido o modelo de transição nutricional que acontece no Brasil, o reflexo da má alimentação na aprendizagem e técnicas de estimulação para alimentação saudável. “Falamos sobre obesidade infantil e má alimentação, e o que elas podem trazer de problemas. Não só a obesidade, mas todas as comorbidades associadas. Às vezes a criança não está obesa, e nem mesmo com excesso de peso, mas tem doenças associadas à má alimentação, como colesterol alto, diabetes, anemia e outras carências nutricionais”, esclarece a nutricionista. 

A profissional falou, ainda, sobre como estimular uma alimentação mais saudável: “É importante ensinar a criança porque a gente tem que consumir certos alimentos, e porque outros são ruins. Para isso, eu costumo levar as crianças para o supermercado e fazer essa orientação”, explicou Ana Carolina. “Não se trata de impedir a criança de comer um pedaço de bolo em uma festa. É óbvio que ela vai comer o bolo. Numa festa de aniversário pode soltar a criança, pois será somente um dia, e não todos os dias. De segunda a sexta-feira, se a criança fez todas as refeições em casa, comeu as frutas que tinha que comer, e os vegetais que ela tinha que comer, então o dia da festa não vai ser um problema”, avalia.

 

 

 

A nutricionista aproveitou o encontro para desfazer alguns mitos relativos à obesidade, como a questão da genética: “[A genética] não é determinante. Ela tem uma influência de 5% a 7%. O que vai determinar, de fato, a questão da

obesidade, é o meio em que [a criança] vive. Do que ela se alimenta e, principalmente, a influência dos pais na alimentação. Isso que vai ajudar a determinar se essas crianças vão ser obesas ou não”, aponta.

 

 

 

O Programa Coletivo Formativo tem o objetivo de ampliar a parceria entre a família e a Escola Crescimento. Periodicamente, são organizadas discussões sobre temas transversais vividos cotidianamente pelos estudantes e suas famílias. Rubem Lima de Paula Filho, pai do Rubem Neto, do terceiro ano, considera a iniciativa importante: “[O Projeto Coletivo Formativo] tem

trazido os pais à escola para discutir assuntos relacionados ao contexto familiar como separação, limites dentro de casa e agora alimentação saudável. Eu creio que é uma experiência inovadora e, ao mesmo tempo, muito profícua. É muito importante para nós, pais, e eu tenho feito questão de participar de todos os encontros. As vezes em que eu não vim, foi porque não estava na cidade. Espero que esta proposta continue durante toda a vida estudantil dos nossos filhos na escola”, elogiou.